A 49ª edição da tradicional Mostra Internacional de Cinema ocorre em São Paulo entre os dias 16 e 30 de outubro. Em 2025, o evento vai exibir , entre longas, curtas e séries, 374 títulos de 80 países em 52 salas de cinema, espaços culturais e CEUs espalhados pela capital paulista.
A abertura da 49ª Mostra ocorre na quarta-feira, 15, na Sala São Paulo, com a exibição do longa-metragem Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do prêmio do júri do Festival de Cannes — as atrizes Stefania Gadda e Jade Oukid, que atuam na produção, estarão na sessão especial. Antes, será apresentado o curta-metragem Como Fotografar um Fantasma, do diretor e roteirista Charlie Kaufman, que estará no evento. Na cerimônia, a cineasta martinicana Euzhan Palcy receberá, em mãos, o Prêmio Humanidade. O quadrinista Mauricio de Sousa também sobe ao palco para receber o Prêmio Leon Cakoff.
O cineasta iraniano Jafar Panahi vem a São Paulo para apresentar o seu filme mais recente, Foi Apenas um Acidente, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Ele também receberá o Prêmio Humanidade e fará uma conversa com o público.
A Mostra apresenta duas ficções científicas do mexicano Guilhermo del Toro, Frankenstein, aplaudido no último Festival de Veneza, e Cronos (1992), primeiro filme do diretor para o cinema, exibido na 17ª Mostra.
Jay Kelly, do norte-americano Noah Baumbach, é o filme de encerramento da 49ª Mostra, que será exibido após a cerimônia de premiação da edição, em 30 de outubro.
Diversos filmes exibidos pela 49ª Mostra foram destaque nos principais festivais internacionais, como Sirât, de Oliver Laxe; O Som da Queda, de Mascha Schilinski; Urchin, de Harris Dickinson; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch; A Irmã Mais Nova, de Hafsia Herzi; Vida de Fantasia, de Matthew Shear; No Other Choice, de Park Chan-wook; Dracula e Kontinental ’25, de Radu Jude; A Incrível Eleanor, de Scarlett Johansson; Era uma Vez em Gaza, de Arab Nasser e Tarzan Nasser; Christy, de Brendan Canty; Cabelo, Papel, Água…, de Nicolas Graux; Feliz Aniversário, de Sarah Goher; A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr.; Sorry, Baby, de Eva Victor; Fiume o Morte!, de Igor Bezinović; Jovens Mães, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne; Maya, Me Dê Um Título, de Michel Gondry; Resurrection, de Bi Gan; The President’s Cake, de Hasan Hadi; O Riso e a Faca, de Pedro Pinho; Blue Moon e Nouvelle Vague, de Richard Linklater; Se Tiver Medo, Coloque o Coração na Boca e Sorria, de Marie Luise Lehner; Caracol Branco, de Elsa Kremser e Levin Peter; Atropia, de Hailey Gates; DJ Ahmet, de Georgi Unkovski; Ontem à Noite Conquistei Tebas, de Gabriel Azorín; O Lago, de Fabrice Aragno; Abaixo das Nuvens, de Gianfranco Rosi; Garça-Azul, de Sophy Romvari; Duas Estações, Dois Desconhecidos, de Sho Miyake; No Caminho, de David Pablos; Seis Dias Naquela Primavera, de Joachim Lafosse; e Verão Breve, de Nastia Korkia.
O cartaz da 49ª edição da Mostra é assinado pelo escritor português Valter Hugo Mãe. Também artista plástico, ele tem um trabalho visual que dialoga com o que escreve: é detalhista, cheio de repetições gráficas, obsessões e gestos quase caligráficos que lembram a sua cadência textual. A 49ª Mostra apresenta ainda De Lugar Nenhum, realizado por Miguel Gonçalves Mendes, documentário que faz um retrato delicado de Valter Hugo Mãe. Adaptação do best-seller homônimo lançado em 2011, O Filho de Mil Homens, dirigido por Daniel Rezende, completa a celebração ao autor.
O festival apresenta Left-Handed Girl, primeiro longa da produtora, diretora e atriz taiwanesa-americana Shih-Ching Tsou. Exibido nos festivais de Cannes e de Toronto, o filme acompanha uma mãe solo e as duas filhas, que voltam a Taipei, após de anos vivendo no interior de Taiwan, para trabalhar em um movimentado mercado noturno da cidade. Cada uma, à sua maneira, precisa se adaptar a esse novo ambiente para conseguir sobreviver e preservar a união da família.
Dedicada à infância, a Mostrinha chega à segunda edição com 13 longas — nove inéditos e quatro reprises — e sete curtas que fazem parte de um programa de obras portuguesas e britânicas. O Diário de Pilar na Amazônia, de Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put, abre as sessões voltadas às crianças, na Sala São Paulo, em 16 de outubro. O quadrinista Mauricio de Sousa, que assina a arte do pôster da 2ª Mostrinha, será homenageado com a exibição de filmes da Turma da Mônica e da cinebiografia inédita, dirigida por Pedro Vasconcelos, sobre o criador dos moradores do bairro do Limoeiro. Um dos destaques internacionais da programação é o novo trabalho de Michel Gondry, inédito no Brasil, Maya, Me Dê um Título, realizado em homenagem à filha do cineasta francês.
A Mostra realiza pelo quinto ano consecutivo o Encontro de Ideias Audiovisuais, que inclui o IV Mercado, o IX Fórum e o IX Da Palavra à Imagem. Gratuito e aberto ao público, o evento reúne debates, painéis, oportunidades de networking, lançamentos de livros, mentorias e reuniões one-to-one entre os dias 22 e 25 de outubro, na Cinemateca Brasileira.
Nesta edição, a Mostra promove algumas masterclasses. Dentro da programação do V Encontro, na Sala Petrobras na Mostra, o codiretor e roteirista de Anomalisa (2015), Charlie Kaufman, conversa com o público no início da sessão do filme. Em aula gratuita na Sala Petrobras na Mostra, a cineasta e cenógrafa Daniela Thomas e a diretora de arte Vera Hamburger abordam a direção de arte como linguagem. Também de graça, na Sala Petrobras na Mostra, haverá um papo com o escritor Valter Hugo Mãe, a cartunista Laerte e o diretor Miguel Gonçalves Mendes, que falam sobre o documentário De Lugar Nenhum.
A cineasta norte-americana Rebecca Miller, conhecida por filmes como O Tempo de Cada Um (2002), A Vida Íntima de Pippa Lee (2009) e O Plano de Maggie (2015), celebra os 30 anos da sua estreia na direção com a apresentação de Angela: Nas Asas da Imaginação (1995). No CineSesc, antes da exibição do longa, ela conversa com os espectadores. Miller também está na programação da 49ª Mostra com outro trabalho, Mr. Scorsese, série documental do Apple TV+ sobre o diretor Martin Scorsese.
Além de Mr. Scorsese, a Mostra exibe três outras séries: a documental Primavera nos Dentes – A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, que mergulha na trajetória apoteótica de um dos grupos mais revolucionários da MPB; Choque de Cultura – A Série, do Canal Brasil, dirigida por Fernando Fraiha, e Lona Preta, drama de Renato Ciasca e Francisco Garcia.
A filmografia do diretor sérvio Želimir Žilnik será revista a partir de três das suas obras fundamentais: Primeiros Trabalhos (1969), longa-metragem de estreia do diretor, premiado com o Urso de Ouro do Festival de Berlim, Marble Ass (1995), que recebeu o Teddy Bear também na Berlinale, e o recente Depois dos Oitenta, apresentado na edição de 2025 do evento alemão.
Obras restauradas integram a programação da 49ª Mostra. Entre os títulos internacionais estão Queen Kelly, filme mudo com Gloria Swanson e dirigido por Erich von Stroheim em 1932. Na época, a atriz reclamou dos rumos do trabalho e pediu mudanças, com o diretor sendo demitido. Em 1933, a obra foi lançada na Europa e na América do Sul. Trechos do filme original aparecem em Crepúsculo dos Deuses (1950), estrelado por Swanson e que conta com von Stroheim no papel de seu ex-diretor, ex-marido e atual mordomo. A versão restaurada passou no Festival de Veneza, com direção de Dennis Doros, incorporando materiais inéditos não censurados. Doros vem à Mostra para apresentar Queen Kelly e participar de uma mesa sobre restauro com a equipe da Cinemateca Brasileira. Além dele, o evento exibe uma cópia maior do indiano Sholay (1975), de Ramesh Sippy, que completa 50 anos desde a estreia, o português Aniki-Bóbó (1942), de Manoel de Oliveira, e o argelino Crônica dos Anos de Fogo (1975), de Mohammed Lakhdar-Hamina, que faleceu em maio de 2025 — pelo filme que estreou há cinco décadas, ele foi o primeiro cineasta árabe-africano a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes.
Na lista de exibições de títulos restaurados também estão os brasileiros Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes, que comemora os 21 anos da primeira exibição do filme, na Mostra, Lua Cambará – Nas Escadarias do Palácio (2002), de Rosemberg Cariry, Tônica Dominante (2001), de Lina Chamie, Um Céu de Estrelas (1995), de Tata Amaral, que completa três décadas, e Garota de Ipanema (1967), de Leon Hirszman.
Títulos que abordam questões ligadas à causa Palestina estão na programação, como Era uma Vez em Gaza, dos gêmeos palestinos Arab Nasser e Tarzan Nasser, Yalla Parkour, de Areeb Zuaiter, diretora multinacional radicada nos EUA, Com Hasan em Gaza, documentário do artista e cineasta palestino Kamal Aljafari, Notas sobre um Desterro, obra documental do brasileiro Gustavo Castro sobre uma família brasileira-palestina, e Palestina 36, da diretora, roteirista e produtora palestina Annemarie Jacir.
Para lembrar dos 80 anos da bomba atômica de Hiroshima, a Mostra exibe Alma Errante – Hibakusha (2025), curta do brasileiro Joel Yamaji que registra a história do sobrevivente Takashi Morita, e Chuva Negra (1989), do japonês Shohei Imamura, que recebeu uma menção especial do júri ecumênico e ganhou o grande prêmio técnico do Festival de Cannes. O longa recria ficcionalmente o que aconteceu com quem não morreu na explosão, mas sofreu os efeitos destrutivos da radiação ao longo da vida. A sessão dupla especial, que vai ocorrer no Sato Cinema, será seguida de uma apresentação da música Rosa de Hiroshima (baseada no poema de 1946 do escritor Vinicius de Moraes), interpretada por Mariana de Moraes, filha de Vinicius, e por Gerson Conrad, do Secos & Molhados, grupo que eternizou a canção.
Uma das apresentações especiais da 49ª Mostra é o curta documental Atelier Rolle, uma Jornada, de Fabrice Aragno e Jean-Paul Battaggia. O filme faz uma viagem micro-macroscópica pelo estúdio de Jean-Luc Godard em Rolle, na Suíça. Aragno, que estará em São Paulo para o festival, participa de uma conversa com o público após uma sessão dupla de Atelier Rolle, uma Jornada com o longa O Lago, também dirigido pelo cineasta.
Richard Ladkani, cineasta austríaco responsável pelo documentário Yanuni, é mais um convidado que participa de um papo com o público. O filme faz um retrato de Juma Xipaia, liderança indígena da Amazônia brasileira que sai de uma aldeia distante para a linha de frente da luta por justiça climática. Após sobreviver a seis tentativas de assassinato, ela é nomeada a primeira Secretária de Direitos Indígenas do Brasil — enquanto seu marido, Hugo Loss, agente federal do Ibama, lidera perigosas operações contra garimpeiros ilegais. Uma poderosa história sobre soberania indígena, amor e a luta urgente para proteger o planeta que chamamos de lar. Juma e Loss também estarão na conversa sobre a produção.
Quinze títulos indicados pelos seus países para disputar uma vaga no Oscar® de melhor filme internacional em 2026 estão na programação da 49ª Mostra. Entre eles, o brasileiro O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, o alemão O Som da Queda, de Mascha Schilinski, o iraquiano The President’s Cake, de Hasan Hadi, e o sul-coreano No Other Choice, de Park Chan-wook.
Pelo terceiro ano, a Mostra conta com um espaço temporário na Cinemateca Brasileira. É a Sala Petrobras na Mostra, que vai abrigar exibições na área externa do local, com sessões gratuitas e especiais, além de masterclasses.
A Mostra participa novamente do projeto Luz na Tela, cinema ao ar livre do Museu da Língua Portuguesa e do Museu Soberano – Rua do Triunfo. Serão três sessões gratuitas nos dias 15, 16 e 17 de outubro.
O júri da 49ª Mostra é composto pelo produtor sul-africano Atilla Salih Yücer (responsável pela produção de Pai Mãe Irmã Irmão, que integra a seleção da Mostra), pelo produtor brasileiro baseado em Los Angeles Daniel Dreifuss, pela cineasta portuguesa Denise Fernandes (diretora de Hanami, premiado na 48ª Mostra), pela realizadora colombiana Laura Mora e pelo crítico-chefe da revista Variety, o norte-americano Peter Debruge.
Após exibições da Mostra em Manaus, em 2023, filmes da seleção partem nesta 49ª edição novamente para a capital do Amazonas, de 16 a 19 de outubro, e também vão, pela segunda vez, para Belém, de 23 a 29 de outubro.
A tradicional itinerância promovida pelo Sesc por cidades paulistas ocorrerá em dez unidades da instituição, de 14 de novembro a 14 de dezembro. Seis filmes da 49ª Mostra serão exibidos em Araraquara, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, São Carlos, Birigui, Registro, Jundiaí e Campinas.
Obras em realidade virtual também integram a programação da 49ª Mostra. Filmes no formato estarão disponíveis no CineSesc, no Metrô Luz, no Metrô Itaquera, na Cinemateca Brasileira e no Shopping Cidade de São Paulo.
A Netflix volta a entregar um prêmio no festival. A honraria será concedida a um filme brasileiro da programação da Mostra que ainda não tenha contrato com um serviço de streaming.
Pela terceira vez será entregue o Prêmio Paradiso para um dos títulos selecionados da seção Mostra Brasil. A premiação vai apoiar a distribuição da obra nas salas de cinema do país.
Também pelo terceiro ano, o coletivo BRADA, de diretoras de arte, entrega um prêmio para a direção de arte de um filme.
A Mostra tem um aplicativo exclusivo em que é possível checar a programação e comprar ingressos. Além dele, a plataforma MLoad disponibiliza recursos de acessibilidade para 28 filmes da seleção — outros 53 títulos também serão acessíveis para pessoas com deficiência auditiva e visual, mas com os recursos já inseridos nas próprias cópias.
Filmes inéditos no país que se destacaram nos principais festivais internacionais deste ano compõem a programação da 49ª Mostra.
Do Festival de Veneza, o evento exibe Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch, vencedor do Leão de Ouro; Abaixo das Nuvens, de Gianfranco Rosi, vencedor do prêmio especial do júri; Amiga Silenciosa, de Ildikó Enyedi, vencedor do Prêmio Marcello Mastroianni para jovens atores (para a atriz Luna Wedler) e do prêmio Fipresci de melhor filme; No Caminho, de David Pablos, premiado na seção Horizontes como melhor filme e vencedor do Leão Queer; Canções das Árvores Esquecidas, de Anuparna Roy, vencedor do prêmio de melhor direção da seção Horizontes; Terra Perdida, de Akio Fujimoto, vencedor do prêmio especial do júri da seção Horizontes, Verão Breve, de Nastia Korkia, vencedor do Leão do Futuro – Prêmio “Luigi de Laurentiis” de melhor filme de estreia, Memória, de Vladlena Sandu, vencedor do prêmio do público da Jornada dos Autores (empatado com Um Mundo Triste e Belo), Um Mundo Triste e Belo, vencedor do prêmio do público da Jornada dos Autores (empatado com Memória); Vainilla, de Mayra Hermosillo, vencedor do prêmio de melhor roteiro para autores com menos de 40 anos; Círculo Reto, de Oscar Hudson, vencedor do grande prêmio da semana internacional da crítica e do prêmio do júri jovem; e Ish, de Imran Perretta, vencedor do prêmio do público da semana internacional da crítica. Também se destacaram no evento italiano Bugonia, de Yorgos Lanthimos, e Frankenstein, de Guillermo del Toro.
De Cannes, além do vencedor da Palma de Ouro, Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi, serão exibidos na 49ª Mostra: Era Uma Vez em Gaza, de Arab Nasser e Tarzan Nasser, vencedor do prêmio de melhor direção da mostra Um Certo Olhar; O Som da Queda, de Mascha Schilinski, vencedor do prêmio do júri; Cidade sem Sonho, de Guillermo Galoe, vencedor do prêmio SACD de melhor roteiro da Semana da Crítica; Urchin, de Harris Dickinson, vencedor do prêmio de melhor ator (para Frank Dillane) da mostra Um Certo Olhar; A Irmã Mais Nova, de Hafsia Herzi, vencedor do prêmio de melhor atriz (para Nadia Melliti); The President’s Cake, de Hasan Hadi, vencedor do prêmio Caméra d’Or para melhor filme de um diretor estreante e do prêmio do público da Quinzena dos Cineastas; Sirât, de Oliver Laxe, vencedor do prêmio do júri; O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, vencedor do prêmio de melhor atriz (para Cleo Diára) na seção Um Certo Olhar; A Dança das Raposas, de Valéry Carnoy, vencedor do Europa Cinemas Label de melhor filme europeu e do Prêmio Coup de Cœur da SACD, concedido ao melhor filme francês da Quinzena dos Cineastas; e Imago, de Déni Oumar Pitsaev, vencedor do Olho de Ouro de melhor documentário.
Do Festival de Berlim, a Mostra apresenta: Kontinental ’25, de Radu Jude, vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro; Christy, de Brendan Canty, vencedor do grande prêmio da seção Generation 14plus; Blue Moon, de Richard Linklater, vencedor do prêmio de melhor atuação coadjuvante (para Andrew Scott); Se Tiver Medo, Coloque o Coração na Boca e Sorria, de Marie Luise Lehner, vencedor do prêmio Teddy especial do júri; Fwends, de Sophie Somerville, vencedor do Caligari Film Award da seção Fórum; Serendipidade à Beira-Mar, de Satoko Yokohama, que recebeu uma menção especial do júri da seção Generation Kplus; A Memória das Borboletas, de Tatiana Fuentes Sadowski, que recebeu uma menção especial do prêmio dedicado a documentários, além do prêmio da crítica da seção Fórum; e O Botânico, de Jing Yi, vencedor do grande prêmio do júri internacional de melhor filme da seção Generation Kplus.
Dos premiados no Festival de San Sebastián estão na Mostra: Seis Dias Naquela Primavera, de Joachim Lafosse, vencedor da Concha de Prata de melhor direção e do prêmio do júri de melhor roteiro; Maspalomas, de Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, vencedor da Concha de Prata de melhor performance (para José Ramón Soroiz) e do Prêmio Sebastiane; e Duas Vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques, vencedor do Prêmio Coup de Coeur.
Do Festival de Locarno, a 49ª Mostra exibe Duas Estações, Dois Desconhecidos, de Sho Miyake, vencedor do Leopardo de Ouro e do prêmio “The environment is quality of life” do júri júnior; Caracol Branco, de Elsa Kremser, vencedor do prêmio especial do júri e do prêmio de melhor atuação (para Marya Imbro e Mikhail Senkov); Deus Não Vai Ajudar, de Hana Jušić, vencedor do prêmio de melhor atuação (para Manuela Martelli e Ana Marija Veselčić); Folha Seca, de Alexandre Koberidze, que recebeu uma menção especial e o Prêmio Fipresci; Cabelo, Papel, Água…, de Nicolas Graux e Truong Minh Quy, vencedor do Leopardo de Ouro da competição Cineastas do Presente; Não Deixe o Sol, de Jacqueline Zünd, vencedor do Leopardo de melhor performance (para Levan Gelbakhiani); Garça-Azul, de Sophy Romvari, vencedor do prêmio Swatch para primeiros longas-metragens e uma menção honrosa do júri júnior da seção Cineastas do Presente; Loucuras, de Eric K. Boulianne, que recebeu uma menção honrosa do júri júnior da seção Cineastas do Presente; Mare’s Nest, de Ben Rivers, vencedor do Pardo Verde; O Lago, de Fabrice Aragno, que recebeu uma menção especial do prêmio ecumênico e o Primeiro Prêmio do júri júnior; Com Hasan em Gaza, de Kamal Aljafari, vencedor do prêmio Europa Cinemas Label; e Dracula, de Radu Jude, vencedor do Segundo Prêmio do júri júnior.
Do Festival de Sundance, integram a seleção da 49ª Mostra DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski, vencedor do prêmio do público e do grande prêmio do júri na seção World Cinema Dramatic; Sorry, Baby, de Eva Victor, vencedor do prêmio de melhor roteiro da seção U.S Dramatic; Two Women, de Chloé Robichaud, vencedor do prêmio especial do júri da seção World Cinema Dramatic; À Paisana, de Carmen Emmi, vencedor do prêmio especial do júri para o elenco do filme na seção U.S. Dramatic; Atropia, de Hailey Gates, vencedor do prêmio de melhor filme da seção U.S. Dramatic; e Seeds, de Brittany Shyne, vencedor do grande prêmio do júri da seção U.S. Documentary.
Serão exibidas também 15 obras indicadas pelos seus países para concorrer a uma vaga ao Oscar® de melhor filme internacional em 2026: da Alemanha, O Som da Queda, de Mascha Schilinski; da Bélgica, Jovens Mães, de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne; do Brasil, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho; da Coreia do Sul, No Other Choice, de Park Chan-wook; da Croácia, Fiume o Morte!, de Igor Bezinović; do Egito, Feliz Aniversário, de Sarah Goher; da Espanha, Sirât, de Oliver Laxe; da França, Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi; da Índia, Homebound, de Neeraj Ghaywan; do Iraque, The President’s Cake, de Hasan Hadi; da Islândia, O Amor que Resta, de Hlynur Pálmason; do Líbano, Um Mundo Triste e Belo, de Cyril Ayris; da Palestina, Palestina 36, de Annemarie Jacir; da Suécia, Águias da República, de Tarik Saleh; e de Taiwan, Left-Handed Girl, de Shih-Ching Tsou.
Integram a seleção da 49ª Mostra cerca de 60 obras nacionais. Os filmes da Mostra Brasil também estão divididos nas seções Apresentação Especial e Competição Novos Diretores. Entram em Mostra Brasil obras inéditas em São Paulo, assim como as da Competição, que exibe trabalhos de cineastas que já dirigiram no máximo dois longas. Os filmes da Competição concorrem ao Troféu Bandeira Paulista, dado pelo júri da 49ª Mostra. Além disso, todos os brasileiros da Perspectiva Internacional e da Competição Novos Diretores concorrem ao prêmio do público da Mostra, que inclui o Troféu Bandeira Paulista de melhor filme brasileiro.
Desta seção, estreiam mundialmente na Mostra: D.P.A. 4: O Fantástico Reino de Ondion, de Mauro Lima, Mauricio de Sousa – O Filme, de Pedro Vasconcelos; O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende, Alma Errante – Hibakusha, de Joel Yamaji, Aurora 15, de José Eduardo Belmonte, Copinha, de Joaquim Salles, Eclipse, de Djin Sganzerla, Amora, de Ana Petta, Um Espaço que Se Move, de Cristiano Burlan, A Vida de Vlado – 50 Anos do Caso Herzog, de Simão Scholz, Colegas e o Herdeiro, de Marcelo Galvão, Revoada – Versão Steampunk, de Ducca Rios, Amazônia Oktoberfesta, de Sérgio Oliveira e Felipe Drehmer, Primavera nos Dentes – A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, Choque de Cultura – A Série, de Fernando Fraiha, Labirinto dos Garotos Perdidos, de Matheus Marchetti, Amélia Toledo – Lembrar de Não Esquecer, de Hélio Goldsztejn, e Terra Devastada, de Frederico Machado.
A Mostra Brasil apresenta também filmes que estreiam no país: Malaika, de André Morais, e Pipas, de Walter Thompson-Hernandez.
SERVIÇO
Circuito pago
CINE SATYROS BIJOU
CINE SEGALL – MUSEU LASAR SEGALL
CINEMATECA BRASILEIRA | Sala Grande Otelo, Sala Oscarito e Sala Petrobras na Mostra
CINESALA
CINESESC
CULTURA ARTÍSTICA
ESPAÇO PETROBRAS DE CINEMA | Salas: 1, 2, 3 e 4
IMS Paulista (a primeira sessão do dia é gratuita)
MULTIPLEX MARABÁ | Salas: 1, 4 e 5
RESERVA CULTURAL | Salas: 1 e 2
SATO CINEMA
Circuito Spcine _ valores populares
BIBLIOTECA ROBERTO SANTOS
CENTRO CULTURAL OLIDO
CCSP – Centro Cultural São Paulo | Sala Paulo Emílio
CCSP – Centro Cultural São Paulo | Sala Lima Barreto
Circuito Spcine _ gratuito
Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes
CEU Aricanduva
CEU Barro Branco
CEU Butantã
CEU Caminho do Mar
CEU Carrão
CEU Feitiço da Vila
CEU Freguesia do Ó
CEU Jaçanã
CEU Jambeiro
CEU Meninos
CEU Parque do Carmo
CEU Parque Novo Mundo
CEU Parque Veredas
CEU Paz
CEU Perus
CEU Pinheirinho
CEU Quinta do Sol
CEU São Miguel
CEU São Pedro
CEU São Rafael
CEU Taipas
CEU Tremembé
CEU Três Lagos
CEU Vila Alpina
CEU Vila Atlântica
CEU Vila do Sol
Sessões especiais
Sala São Paulo
Museu da Língua Portuguesa
PERMANENTES E PACOTES DE INGRESSOS
:: A partir do dia 11 de outubro, sábado, inicia a venda das permanentes e pacotes pelo app do evento (disponível para download a partir do dia 10, sexta-feira) e pelo site da Velox ::
:: a troca de ingresso ocorre pelo app, 6 dias antes de cada sessão ::
*Permanente Integral (todos os dias e qualquer horário): R$ 640,00
:: a troca de ingresso ocorre pelo app, 5 dias antes de cada sessão ::
*Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive – não contempla finais de semana nem sessões noturnas): R$ 160,00
*Pacote de 40 ingressos: R$ 440,00
*Pacote de 20 ingressos: R$ 270,00
INGRESSOS AVULSOS
:: Disponível para compra 4 dias antes de cada sessão pelo app do evento e pelo site da Velox, sempre a partir das 9h. No dia da sessão, uma pequena cota estará disponível para compra diretamente na bilheteria do cinema ::
*Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 26,00 (inteira) | R$ 13,00 (meia).
*Sextas, sábados e domingos: R$ 32,00 (inteira) | R$ 16,00 (meia).
:: IMPORTANTE! Em 2025, a ticketeira contratada pela Mostra implementou melhorias no processo de compra de ingressos. Agora, o sistema da Velox fará uma reserva imediata no momento em que o cliente seleciona o ingresso, antes mesmo de entrar na seção de pagamento, garantindo que a plataforma valide a disponibilidade logo no início. Caso não haja mais vagas, o cliente será informado imediatamente, sem precisar fazer todo o processo. Assim, a sessão é automaticamente bloqueada para novas tentativas quando atingir a lotação ::
2ª MOSTRINHA
Sessões nos endereços do circuito Spcine (26 CEUs, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Olido, Biblioteca Roberto Santos) e na Sala Petrobras na Mostra são gratuitas. Já as exibições no Cinesala, no CineSesc e no Espaço Petrobras de Cinema são pagas, com valores de R$ 32,00 (inteira) e R$ 16,00 (meia). No CineSesc, menores de 12 anos entram gratuitamente.
INGRESSOS | CIRCUITO COM PREÇOS POPULARES
Circuito Spcine: CCSP – Centro Cultural São Paulo (salas Lima Barreto e Paulo Emílio), Centro Cultural Olido e Biblioteca Roberto Santos: R$ 4,00 e R$ 2,00.
:: COTAS DE INGRESSOS ::
As cotas de ingressos para a 49ª Mostra estão divididas assim: até 60% dos ingressos são voltados para a troca dos credenciados, ao menos 30% para a venda de ingressos avulsos e ao menos 10% para a venda nas bilheterias dos cinemas.
Mostra on-line
Sesc Digital
Spcine Play







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